ô paciência!

De repente você se pega fazendo um puta esforço para não ligar, entrando num joguinho e pensando que se alguém tiver que correr atrás de alguém é ele de você… ai, que coisa horrorosa!

Os começos das relações são tão gostosos, mas essa fase de não conhecer bem o outro, de não saber onde está pisando, ai… dá uma preguiça! Poderia pular né?!

Depois de adulta, fiquei tão autoconfiante, tão segura, tão me achando o máximo… ó a modéstia! mas no caso de agora é tudo tão incerto, parece tão difícil, tão irreal, que eu pareço uma adolescente…

o resumo de três anos…

Quando nos conhecemos, no início do ano, eu ainda namorava. Nossos encontros eram esparsos e sempre agradáveis, o papo fluía natural e divertido. Sem exceção eu fugia, evitando oportunidades em que o interesse tácito se tornasse explícito e eu precisasse me posicionar claramente. Na época, minha cabeça era uma confusão de sentimentos e qualquer envolvimento naquelas circunstâncias seria desastroso.

Certo dia a aproximação foi maior e até chegamos a trocar uns beijos, mas fugi de novo! Fugi muitas outras vezes até estar mais liberta, mais segura de que a confusão não existisse mais. No próximo encontro finalmente aconteceu! Ele tinha a boca pequena, lábios macios e langorosos, as mãos quentes e macias e um jeito leve de acariciar.

Me derreti desde o primeiro beijo que trocamos naquele dia. No quarto, tirou minha camiseta e sutiã enquanto me beijava. Segurou meus seios entre as mãos e lambeu um e outro, revezando rápido entre eles. “Você é muito gostosa”, sussurrou tirando a boca.

Deitou na cama por cima de mim e arrancou minha calça com calcinha e tudo, nem tomou conhecimento da calcinha nova que eu comprara justamente para a ocasião. Começou a me beijar pelos pés, com a língua macia e curtinha passando na base dos dedos, exatamente como adoro. Quis arrancar a cueca, “ainda não” disse em seu ouvido.

Continuou beijando perna acima, até chegar na buceta. Lambeu com generosidade, passando a língua toda, calma, quente, devagar. Gastou um tempo no grelinho, até colocá-la dentro de mim. Que delícia de boca!!! Foi para o cuzinho e gastou ali um tempão: “Gosta, né, safadinha?!”

Lambuzou meu cu de saliva e voltou para o grelo. Sorrateiramente enfiou o dedo indicador na minha bunda enquanto me chupava gostoso, e assim gozei pela primeira vez. Ele sentiu meu gozo com o dedo e teceu elogios ao cu.

Beijou minha boca e eu senti meu gosto de buceta na boca dele. Deitou de costas, e por cima dele, tirei sua cueca. Abocanhei seu pau e chupei vigorosamente olhando para seu rosto… “Que carinha de safada linda!” – dizia. Pouco depois sentei em seu pau duríssimo… Ele metia fundo e rápido, deliciosamente!

Revezamos muitas vezes de posição, até que fiquei de quatro. Ele me segurava forte e, enquanto me penetrava, colocava um dedo no meu cu. Quando percebeu que eu já estava suficientemente relaxada colocou mais um dedo. Eu senti um prazer intenso e sem muita cerimônia pedi: “Come meu cuzinho?”.

Em segundos estava me penetrando com cuidado e carinho, devagar para não doer. Foi aumentando o ritmo devagar até eu não aguentar mais e começar a rebolar enlouquecidamente em seu pau. Gozei pela segunda vez e caí na cama, desfalecida de tanto prazer, um prazer praticamente inédito!

Ele tirou a camisinha e voltei a chupá-lo. “Goza na minha boca” – pedi. Ele começou a se masturbar, me deixando extremamente excitada. Vez ou outra deixava que eu beijasse a cabecinha com os lábios bem macios. Foi aumentando o ritmo até que o gozo veio grosso e intenso. Eu, que ainda não aprendi certas coisas, fui ao banheiro cuspir. Lavei a boca, o beijei e dormimos o resto da tarde abraçados.

sinais…

você começa a perceber o quanto está a fim do/a coleguinha de trabalho quando se pega abrindo o e-mail corporativo em casa…

Diagnóstico

Há alguns anos uma médica, tentando ser didática ao explicar o resultado de meus exames cardíacos, disse que os corações normais tem um “chefe” que dá ordens para que ele bata compassado.

O meu coração, no entanto, teria mais de um “chefe” e, às vezes, eles se desentendiam e acontecia o descompasso.

“Ah, poligamia crônica”, pensei.

– Mas tem problema, doutora?

– Não, não é grave… Mas também não tem remédio.

há males que vem para o bem

O cara te chama de linda, linda, linda, especial, inteligente, sedutora, blablabla, no primeiro encontro.

No segundo te conta a vida toda, faz declarações e planeja filhos.

No terceiro, andam de mãos dadas, se beijam em público e ele te pede em namoro.

No quarto, o pedido é de casamento, escolhe com você o nome dos filhos, pede ajuda para decorar a casa, faz perguntas sobre escolhas futuras, planeja férias junto contigo, sugere te levar para conhecer a mãe dele dali a uma semana e combina um passeio dali a duas semanas.

Entre os encontros vocês se falam pelo telefone todos os dias, ele ajeita modos de se encontrarem e viajarem juntos também a trabalho.

No quinto encontro, prepara para você um jantar romântico e, no meio, chega a nem tão ex e dá o maior barraco! Você levanta-se finíssima, pega o casaco, a carteira e o celular e sai andando, sem ter ideia de como vai conseguir chegar em casa àquela hora, tendo de andar meia hora no frio por ruas escuras e desertas e esperar por um ônibus que você nem sabe se ainda vai passar.

Logo que sai da casa escuta o barulho de pratos quebrando e gritos. Durante toda a caminhada vai pensando que uma hora o cara vai te alcançar com o carro e te levar em casa… e… nada!!!

No fim deu tudo certo, estou em casa sã, salva, quentinha e feliz por ter me livrado de um banana!

A única lástima é que esqueci lá meu cachecol favorito!

Ele tem um olhar que me desmonta, desconcentra, excita. Desde os primeiros encontros nos devoramos assim, com os olhos.

Desde o início, me coloquei numa posição vulnerável e até desconfortável, confesso. Embora seja bastante segura quando o assunto é sedução, me intimidava o fato de ser bem mais velho que eu, profissionalmente muito valorizado, muito experiente, muito importante, cheio de atribuições. Ele nunca deixou nada claro, nunca!

O primeiro contato físico demorou a acontecer e se deu de uma forma tão inusitada, que só depois consegui entender a intencionalidade, em vistas da sutileza e cautela com que ele o provocou. Até o encontro a sós passaram-se meses. No primeiro, os assuntos giraram basicamente em torno do trabalho.

Eu quem disse tudo, sem que perguntasse, ao final do encontro e neste momento aconteceu a virada… De repente, aquele homem todo se mostrou apaixonado de uma maneira muito adolescente…

Meu dia seguinte amanheceu com uma mensagem de “bom dia”. Ligações e e-mails nos dias consecutivos, outro encontro.

Primeiro, uma entrega, um cuidado… Depois, o estranhamento com o corpo, nem beleza, nem feiura, só estranhamento com aquela maturidade inédita. Então a languidez! Os toques dos dedos, os arrepios, as mordiscadas, os elogios, os sussurros, pelos, pele, odores.

No entanto, os olhos permaneciam quase o tempo todo fechados. Finalmente se enfiou entre as minhas pernas e sentei em sua boca. Nenhum olhar! Nada. A certa altura, meteu seus dedos entre meus lábios, abriu os olhos de desafio, lembrei-me do quanto imaginei aquela cena acontecendo, gozei instantaneamente.

Esqueci, tenho mais a dizer, sim!

Fique sabendo que você é terrivelmente interessante, mas eu detesto gente difícil, concorrida, enrolada… Prefiro trilhar os caminhos menos trabalhosos…

Não tenho o menor talento, nem disposição, para prosseguir com esse jogo, quando os interesses já estão claros. A complicação, nesse caso, é muito mais desestímulo que desafio…

Portanto, meu bem, se ainda pensa em sair comigo:


chora,

me liga,


implora

chupa meu dedão


e lambe meu sovaco!

Ô diacho!

Você e o cara se paqueram há MESES!

Se encontram em eventos sociais de vez em quando, por acaso ou nas raras vezes que ele te convida, e os xavecos ficam sempre nas entrelinhas, embora cada vez mais óbvios…

De repente, vem o esperadíssimo convite para o encontro a dois… Você responde em tempo hábil, sugere o horário e mesmo sendo uma mulher bonita, atraente, espirituosa, inteligente, estudada, séria, competente, bem sucedida, desapegada, cheirosa: leva bolo! O cara simplesmente some!

Sei que acontece, mas mesmo assim quero deixar aqui um recado: PERDEU!!!

O que responder?

É um estrategista escolado na arte da sedução… Veio lentamente pelas beiradas, me cercando sem deixar absolutamente nada explícito, na medida exata para me fazer curiosa.

O assunto que ensejou o convite é banal demais para precisar ir até sua casa para conversarmos: e ele sabe que eu sei disso! Portanto, responder “sim” a essa pergunta é deixar tudo às claras.

Ao mesmo tempo, a segunda pergunta, sugerindo um lugar público é expor-me demais e ele também sabe que não quero isso. Xeque-mate, babe! A única resposta possível é “Sim, porque morro de vontade de, vou dar pra você, e depois disso ficar pra sempre nas suas mãos!

Na verdade tem uma terceira resposta possível: “não” ser lacônica! Mas meu orgulho é burro e grande demais para me fazer entregar esse jogo tão longo e delicioso por W.O. Perdido já está, devo, pelo menos, comparecer para o prêmio de consolação!

Putz!

Aí a pessoa pensa que vai aprender inglês mais rápido com aulas particulares… Depois de um mês tá paquerando o professor, em PORTUGUÊS!!!

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