recaída

Tudo bem que a biscate agora sou eu, mas o canalha continua sendo o mesmo. O encontro foi marcado tentando manter o maior sigilo possível. Ligações para os celulares, de orelhão. O local neutro: ponto de ônibus. A noite no motel.
Deixando de lado qualquer possível culpa (que foi embora desde a hora que o cumprimentei com um beijão, quando entrou no carro), venho declarar minha posição completamente favorável às recaídas. Esta última noite tornou-se mais uma memorável, junto com a da cozinha, a da volta do casamento e as inúmeras que eu gozei na boca dele.
No começo, durante as combinações, poderíamos “só dormir, se você quiser”, mas fazer um super investimento numa suíte presidencial só para dormir é uma “puta falta de sacanagem”, no sentido mais literal possível. Eu jamais conseguiria só dormir. Tava com saudades do nosso sexo havia um tempo e, tendo a culpa ido embora, não iria deixar de fazê-lo.
Começamos num beijo romântico, parti para as lambidas no pescoço, depois para as mordidas que sei que ele adora. Tirei sua roupa o sentei na cama. Tirei minha roupa. Sentei na boca dele. Me chupou gostoso, rebolei, olhei nos olhos. O gozo veio intenso, me derrubou, transbordando. Retribuí chupando, gozou.
Fomos para o banho, na volta, um pouco mais… fiquei de costas para ele, naquela espécie de “divã” que tem em motel e eu não sei o nome. Foi perfeito. É uma das minhas posições preferidas, meio em pé, de costas.
Hidromassagem, vinho, cama. Não consigo lembrar com riquezas de detalhes. Lembro de morder, arranhar, ficar por cima, por baixo, de quatro, de lado, meia-nove, dar tapa na cara. Ser pega pelos cabelos, levar mordidas e chupões. Trepamos insanamente, uma intensidade louca.
Depois dormimos abraçadinhos, conchinha gostosa como nos velhos tempos.
A vantagem principal de aproveitar do corpinho já conhecido é a intimidade. O saber o quê o outro gosta, como e quais são os limites, sem ficar tenteando, testando, interpretando reações. Resultado: orgasmo quase garantido.
O fato de ser vez em quando, além de evitar os problemas antigos do relacionamento desgastado (por exemplo, ouvir reclamações a respeito do pedido para fazer a barba), ainda traz qualquer coisa de novidade, algo que a gente aprendeu ali e acolá com outras pessoas, outras coisas que havíamos esquecido como eram.

Anúncios

Comente!

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: