Suspirosa

Passagem de ano em São Paulo, o feriado curto não animou gastar muitas horas na estrada para chegar a ou sair do litoral. Algumas opções de coisas a fazer, de baladas sexo-drogas-rock’n‘roll, jantar-ceia com um ou dois amigos e vinte outras pessoas desconhecidas a churrasquinho com os bons amigos de sempre.
Disposta a conhecer gente nova, os amigos eram os mesmos de pelo menos uma vez por semana, o baladão poderia ser pesado, muita chapação, demais pro meu espírito idoso, resolvi então ir numa das ceias, pelo menos um peguete garantido por lá.
Passei antes, de surpresa, na casa de um amigo, caso antigo, mas hoje só amigo. Fiquei um pouco, estava sozinho em casa, todo sedutor, acabado de sair do banho, falando num tom de voz baixo o bastante para precisar chegar mais perto para escutar. O convidei para vir comigo, meio sem saber se deveria mesmo, querendo evitar queimar o filme com o peguete ou com ele… Decidiu vir, depois de um charminho básico, e mais que rapidamente mudei o rumo, pro churrasco.
A noite foi extremamente agradável. Quando fomos embora, dei carona e o deixei em casa, querendo ficar. Dei o golpe do “preciso ir ao banheiro” para poder entrar, entrei, fui ao banheiro, saí. Perguntou se queria dormir, se fazendo preocupado. Eu queria, lógico, mas disse não para saber se o convite era só por educação. Não é do tipo que insiste, mas perguntou outra vez. Entrei no carro, meio sem saber se deveria, meio me fazendo difícil. Ficou no portão me olhando. Manobrei, estacionei, voltei.
Deitamos na mesma cama, conversamos por horas, vantagem da amizade. Foi se achegando devagar, acariciando, parando, num jogo de quer-não-quer delicioso. Beijamos e foi de uma suavidade incrível, não trepamos, sei lá por quê, e dormimos de conchinha. (simplesmente A-D-O-R-O dormir de conchinha)
Acordamos hoje com o celular tocando, cedo ainda para o horário que deitamos, mas o sono foi embora logo. Passamos o dia todo na cama, trepando, dormindo, acordando, ouvindo música, lendo, comendo, trepando, dormindo, ouvindo música, vendo filme, dormindo. Fazia tanto tempo que não passava um dia assim, sem fazer nada, toda encantada, beijinhos pra lá e pra cá, carinhos, essas delicinhas de namoro. E o melhor: totalmente finito e despretensioso, sem ansiedade por mais, mas sem deliberações de não acontecer de novo.

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