Sexta-feira

Tinha dormido com o Amor, desde que voltara de viagem, ele estava atencioso, carinhoso, cuidadoso… O sexo foi de uma suavidade, de uma leveza… Naquela noite gozara como não acontecia há semanas. As mãos dele a tocaram de forma tão branda, a língua tão quente, tão calma, tão macia.

O dia começou sem surpresas. A rotina. Na volta do trabalho, passaria no Amor, mas correu para pegar o ônibus que iria até sua casa, só lembrou-se do propósito de descansar à tarde, num lugar mais calmo, quando já era tarde demais para descansar.

Em casa, fez janta, comeu, lembrou-se do aniversário. Seria bom dançar um pouco, dar risada.

Ligou para a amiga, que perguntou muitos detalhes e foi imperativa: “vamos voltar cedo”. Voltar cedo certamente seria mesmo requisitado pelo cansaço do corpo, concordou sem qualquer ressalva.

Antes de sair, o celular acenou a mensagem do Amor, ela respondeu sem justificar.

Foram umas das primeiras a chegar à festa. Algum tempo depois, foi ao bar e o encontrou pela primeira vez. Já se conheciam, mas nunca foram amigos. Falaram as superficialidades comuns de quando se encontra por acaso alguém que não se conhece bem.

Voltou com a cerveja para a mesa, estavam em cinco mulheres, encheram os copos e foram para pista. As meninas fizeram comentários sobre a rápida conversa com o bonitão. Nunca tinha reparado nele fisicamente, da rápida convivência que tiveram, o percebia como engajado, comprometido, apaixonado pelo que fazia. Daquele tempo, também se lembrava de uma namorada que enfeava a cara quando a via.

Dançou e dançou, fez palhaçadas, riu. Já estava perto da hora teto para ir embora, a amiga quis ficar mais, estava mesmo muito divertido.

Ele foi para a pista também, puxou papo, tentou dançar com ela. A olhava nos olhos, a intimidando no começou, até que começou a corresponder. Percebeu que ele tinha um sorriso largo e fácil e seu olhar esverdeado era extremamente sedutor. Disse a ela que desde sei-lá-quando a achava linda, inteligente, encantadora, disse outras coisas que ela esqueceu.

Beijaram-se entre uma música e outra. Elogiou o beijo, o cheiro, a pele, não parava de repetir: “linda!”. Ela pensou no Amor, em estar num lugar público, em não saber bem como assumir para o mundo que seu namoro não era monogâmico. Mas seu ego é demasiado grande e se deixou flutuar por aquela fascinação que o rapaz demonstrava.

Até que foram embora juntos, a pé. No caminho, conversaram sobre a vida. Ela falou mais que ele, ela fala muito! Chegando na casa, conversaram um tanto ainda. Pela janela do oitavo andar, apontou a ela uma porção de coisas.

Colocou uma música, ligou o abajur, apagou a luz. Se beijaram longamente, a boca dele era de pura lascívia. Tirou primeiro a camisa dela e a admirou ainda com o sutiã – “Linda!” – tirou o sutiã – “Linda!” – abocanhou com vontade o seio direito, depois o esquerdo, lambeu, chupou. Naquele momento a boca parecia enorme.

Ela tirou a camiseta dele. Ele arrancou a bermuda dela com calcinha e tudo. “Você é sensacional, fora do normal!” – a atirou na cama, devorando com língua e mãos seu corpo, ela pediu a camisinha. Ele pegou na gaveta e disse que deixaria ao lado do travesseiro, para tranquiliza-la, mas ainda queria chupá-la por inteiro.

Ela pediu, quase ordenando: “Então chupa!”. Ele começou desde os pés. Chegou na buceta, se deliciou com o gosto dela. “Você é uma delícia!”. Enquanto chupava o grelo, a penetrava com o polegar, exatamente como ela gostava, na intensidade e velocidade exatas. Foi na boca dele que gozou a primeira vez. Antes que pudesse descansar, no entanto, ele a virou de costas, lambeu a bunda toda, meteu a língua na buceta, querendo sentir todo o gozo que ainda tinha ali. Lambeu deliciosamente o cuzinho.

Lambeu as costas, a nuca, entrelaçou seus dedos entre os cabelos dela e a beijou com volúpia. Não parava de repetir: “linda”, “gostosa”, “sensacional”.

Deitou de barriga para cima e pediu: “Bota essa buceta na minha cara, gostosa!”. Ela sentou na cara dele, rebolou, puxou seus cabelos, até gozar pela segunda vez em sua boca. O beijou, adorou sentir seu gosto na boca dele.

Ele foi pegar a camisinha, desembalar, etc. Enquanto isso, ela o chupava com a mesma vontade que ele fizera até pouco antes. “Caralho, você é demais, não é possível!”. Colocou a camisinha, a deixou de quatro e a penetrou sem dificuldade, ambos explodiam de tesão. Ele apertava sua bunda, arranhava suas costas, a puxava pelos cabelos, colava as costas dela em seu peito, acariciava os seios. Adivinhava exatamente onde tocá-la, o que ela gostava, parecia que tinham toda a intimidade do mundo, que trepavam a anos.

“Que tesão filho-da-puta, não vou mais deixar você ir embora!”

Ficaram de frente um para o outro. Ela sentada no colo dele, ele também sentado. Ela deitada, ele por cima. Não desgrudava dos dela os mesmos olhos de desejo do começo. Ela gozou assim. Ele pediu que ela fosse por cima. “Isso, isso!” Deu um tapa na bunda dela, bem de leve. Ela achou que a intimidade ainda não tinha alcançado aquele ponto e, em troca, deu um na cara dele, também leve. Continuou pulando sobre ele, até gozarem juntos.

Quando saiu, a camisinha ficou, talvez já não estivesse, não tinham como saber. Pensou no Amor e entrou em pânico, virou para o lado, fingiu dormir, ele a abraçou. Demorou a pegar no sono.

Acordaram cedo com o barulho de uma batida de automóveis. Conversaram mais, por horas. Falaram sobre namoros, monogamia, sobre acordos, sobre universidade, sobre conjuntura, sobre carreira. Disse a ele que a noite provavelmente custaria caro a ela. Leram juntos o jornal, a levou em casa, agradeceu pela noite.

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