Dia cheio… e trágico, pra terminar.

Primeiro, mais uma decepção… Se acumulam, insistindo para que eu consiga definitivamente romper… Os rompimentos sempre tão difíceis na minha vida, esse ainda mais que os outros.

Depois, um par de meninos numa bicicleta. O que ia de carona passou a mão na minha bunda, só entendi que não foi um esbarrão quando percebi que riam. Ainda deu tempo de soltar um palavrão, dos feios, e fazer um gesto obsceno, quando – covardes – pararam para olhar para trás, já longe.

Demonstraram se ofender, pararam a bicicleta, pareceu que me esperavam. Mantive a cabeça erguida, cara fechada e segui firme na direção deles. Não sei se os intimidei assim, mas foram embora antes que eu me aproximasse muito.

Continuei caminhando decepcionada, desta vez, com a humanidade inteira. Maquinando as 82 vinganças cruéis que sempre imagino, logo que situações como esse acabam de acontecer na minha vida.

Resolvi entrar num centro comercial e comprar um guia de estradas para planejar a próxima viagem, – sim, meu celular é arcaico e eu ainda não ganhei um GPS do Papai Noel – pois as por onde pretendo circular provavelmente não estão mapeadas corretamente nos softwares do GPS (no Google Earth, pelo menos, não estão). Além disso, me amarro em mapas! Gosto mesmo, desde sempre, me divirto com o guia de ruas desde criança.

Cheguei na loja, o rapaz veio me atender, muito prestativo. Meu sotaque, por essas bandas, me faz quase ininteligível. Repeti duas vezes o que eu queria e ainda expliquei, para ter certeza de que tinha me entendido. Me entregou um guia que, pela capa, prometia mil indicações, avaliações e ainda um mapa das estradas.

Olhei com desconfiança, perguntei se não havia algo mais simples, só com as estradas mesmo, que era o que eu precisava. Não tinha. Paguei, saí da loja, abri a embalagem e, para minha surpresa, lá dentro não tinha nada do que eu buscava.

Já puta da vida pelas outras duas bostas que tinham acabado de acontecer, voltei e falei com o moço, que tentou me empurrar a responsabilidade pela compra do guia errado. De um jeito não muito delicado e num tom de voz não muito baixo, argumentei que me sentia enganada por ter pago por algo que não iria usar pois não servia ao meu propósito.

O menino mostrou-se claramente abalado, tremia os lábios para falar, prestes a chorar. Devolveu o dinheiro, recebeu o material de volta. Saí da loja envergonhada por ter sido tosca com ele, devolver na mesma moeda, com alguém que não tinha nada a ver, a hostilidade sofrida até então.

No meio do caminho resolvi voltar, pedir desculpas pela grosseria. Era tarde demais… não estava mais lá, “foi tomar uma água”, segundo a outra atendente. Perguntei se ele quem teria que pagar pelo material [que EU tinha aberto], me ofereci para levar mesmo sem servir pra nada, disse que não gostaria que ele fosse responsabilizado, deixei as desculpas como recado, saí chorando…

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