Efeito carne nova no pedaço

Festinha com os novos conhecidos. Na ida, um dos rapazes me ofereceu carona… Aceitei pois além de dirigir nas cidades, com lombadas e semáforos, não ser das minhas predileções, poderia beber.

Caprichei na produção: shortinho que não era indecente, mas deixava à mostra grande parte das pernas, decote médio, o melhor perfume, maquiagem bem leve e a opção por um batom mais discreto que o vermelhão mais comum nos meus lábios… estava me sentindo bonita e esse é um importante primeiro passo.

O garoto me pegou em casa vestindo roupinha despojada, ostentando um porte columbiforme e um jeito excessivamente obsequioso, certamente pensando que eu daria pra ele, só porque aceitei a carona.

Na festa cada um tomou um rumo, buscando as respectivas rodinhas dos mais chegados. Acabei com as meninas, num papo bem descontraído e sem nenhuma segunda intenção.

Cedo ainda veio me chamar para ir embora. Disse a ele que ficaria mais, outras pessoas iriam pro mesmo lado que eu e, na pior das hipóteses, pegaria um taxi. Desistiu de ir e voltou para os amigos dele.

Engrenei um papo interessantíssimo com o “Coroa Meticuloso” (o das algemas, que me referi aqui e aqui). Como o cara é envolvente!!! Muito perspicaz, sacou muitas de minhas sutilezas e pareceu ler cada reação minha para conduzir a conversa de uma maneira incrível. (ok, já disse que sou expressiva além da conta, não deve ser difícil ler minhas reações). Eu, toda empolgada, já tô achando que nossas infinitas afinidades podem render uma promissora carreira como amantes.

Era um dos que viriam para o mesmo lado que eu, mas neguei quando ofereceu de me trazer em casa… Puro medo de me enrolar!

No fim das contas acabei indo embora com “O Pegador” (este), que estava sozinho na festa. Velhaco, usa conversinha típica para deixar moçoilas na prateleira: gracinhas, convites “vamos marcar”, “você perdeu” qualquer coisa nada relevante, “tá bonita hoje”… Quando estávamos quase chegando, perguntei sobre a “respectiva”: primeiro desconversou falando da música que tocava no carro, depois gaguejou e, quase no portão do prédio, disse algo bem rápido sobre ela.

Deu um beijo demorado e estalado na minha bochecha, resvalou a mão na minha coxa sem nenhuma discrição e disse “tchau” com um sorriso sacana…

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1 Comentário (+add yours?)

  1. Baco
    Jan 17, 2013 @ 20:29:03

    Achei divertida a expressão “porte columbiforme”… hahaha
    Sobre os pés eles são lindos. Só reforça a vontade de conhecer o conjunto completo…
    Aliás, você que é uma moça viajante, por que parte do mundo está desbravando??
    Beijo.

    Responder

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