Geração brasileirinhas

Não sei se é generalizado, ou se o caso é azar mesmo. Já experimentei, já conversei com amigas e cada vez mais chego à conclusão de que a maioria dos caras da minha geração e dos mais novos não sabe transar…

Têm uma coisa performática, higienista, um nojinho, um jeito agressivo, egoísta, doído de trepar… Suspeito que decorre do acesso desses “meninos” aos filmes pornôs, muito generalizado com o advento da internet, especialmente a partir do fim dos anos 90 (que é quando esse pessoal nascido nos anos 80 começou a trepar).

Os caras das gerações anteriores aprenderam a fazer sexo no puteiro, na prática… Com todas as ressalvas possíveis (não sou a favor da exploração da mulher, nem de todos os et cetera envolvidos no mercado do sexo) é muito mais didático, especialmente para os rapazes que estão começando.

Muitos não chegaram na primeira namoradinha já querendo meter tudo até o fundo e muito rápido na traseira da garota sexo anal. Não sei se o romantismo era primazia, mas acredito que a brutalidade era menor…

Muitas das minhas amigas namoram caras mais novos que elas… não muito, coisa de 4 ou, no máximo, 5 anos. Sem exceção, elas relatam que precisam “ensinar” para eles como ser gostoso para os dois, que nem todas as mulheres (quiçá apenas a minoria) são depiladas, gemem e gritam, gostam de gozo na cara ou na boca, metem feito máquinas, preferem a penetração às preliminares, como nos filmes pornôs.

Das pessoas com quem transei, sempre me apaixonei – perdidamente, algumas vezes – por quem tinha sensibilidade o bastante para perceber o que estava gostoso para nós dois/duas, por quem se entregava cegamente ao sexo, por quem chupava/beijava/lambia sem pudores, sem restrições, sem moderação. E ainda hoje, anos depois, sinto saudades de algumas dessas transas.

Outro aspecto interessante a ser considerado (para aliviar a responsabilidade que coloco apenas nos meninos) é que, nessa faixa dos trinta, não nos contentamos mais com qualquer coisa. Talvez já sejamos seguras, experientes e/ou exigentes o bastante para dizer o que e como queremos, o que satisfaz e, principalmente, o que desagrada.

A nós, mulheres, cabem a paciência e a desinibição para falar, aos garotos, abertura para escutar e disposição para aprender, a ambos: pratiquemos!

Anúncios

1 Comentário (+add yours?)

  1. Alvaro
    Jan 30, 2013 @ 07:56:14

    Seu post me lembrou um quadrinho que alguém me mostrou uma vez dizendo que boa parte da infelicidade do mundo vinha dos filmes pornôs e dos contos de fada. No quadrinho aparecia um menino perguntando “Cadê minha atriz pornô?”, e, ao mesmo tempo, uma menina perguntando: “Cadê meu príncipe encantado”?
    Exageros a parte, acho que voce tem razão quanto aos meninos. Perdemos (tá, eu já não sou tão menino, tudo bem, mas preciso ser solidário à raça) a delicadeza que outras gerações foram ensinadas a ter no trato com a pessoa amada. Acho que o imediatismo/egoísmo ou egocentrismo da vida moderna (sei, parece clichê, ne?) acaba sendo transposto para a cama. Tem que ser já, tem que ser agora, tem que ser do meu jeito. mas esse papo dá muito pano pra manga…

    Responder

Comente!

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: