Duda

Image(foto da internet)

Acabara de completar 11 anos e aquele foi o presente que a deixou mais feliz. Sentia uma coisa que não sabia nomear, estava diferente das outras meninas, um misto de beleza e vontade de chamar atenção.

Vestia uma blusa preta, pequena e decotada. Era magrinha e, por menor que fosse, a blusa ainda ficava larga. A postura exageradamente convexa e o peito bastante estufado ostentavam orgulhosamente e deixavam à mostra um sutiã com bojo, grande, o primeiro de sua vida.

Não que precisasse daquilo para se destacar: era a mais popular da turma e as meninas gritavam seu nome no portão o dia todo. Ainda via os meninos com a raiva e a rivalidade típicas da idade, odiava quando puxavam o elástico do sutiã novo, mas adorava que notassem.

Um dos garotos detestava especialmente. Queria estar perto dele, mas a perturbava de um tanto incômodo, se sentia desafiada, à beira da derrota, mas não conseguia se afastar.

Naquele dia, brincando, acabaram ficando só os dois juntos e ele a beijou. Duda o repeliu, bateu nele. À noite, enquanto tirava o sutiã novo lembrou com doçura de Rafael e se percebeu apaixonada pela primeira vez.

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