Esqueci, tenho mais a dizer, sim!

Fique sabendo que você é terrivelmente interessante, mas eu detesto gente difícil, concorrida, enrolada… Prefiro trilhar os caminhos menos trabalhosos…

Não tenho o menor talento, nem disposição, para prosseguir com esse jogo, quando os interesses já estão claros. A complicação, nesse caso, é muito mais desestímulo que desafio…

Portanto, meu bem, se ainda pensa em sair comigo:


chora,

me liga,


implora

chupa meu dedão


e lambe meu sovaco!

Ô diacho!

Você e o cara se paqueram há MESES!

Se encontram em eventos sociais de vez em quando, por acaso ou nas raras vezes que ele te convida, e os xavecos ficam sempre nas entrelinhas, embora cada vez mais óbvios…

De repente, vem o esperadíssimo convite para o encontro a dois… Você responde em tempo hábil, sugere o horário e mesmo sendo uma mulher bonita, atraente, espirituosa, inteligente, estudada, séria, competente, bem sucedida, desapegada, cheirosa: leva bolo! O cara simplesmente some!

Sei que acontece, mas mesmo assim quero deixar aqui um recado: PERDEU!!!

Experiência de cu é rola!

Cheguei na festa, ela veio cheia da amores, me dando um tanto de beijinhos na boca. Fiquei constrangida, até: um monte de familiares do aniversariante lá!
O resto da noite, sempre que passava perto de mim lá vinha selinho. Eu disse para parar pois há tempos (uns três anos, mais ou menos) fugia todas as vezes que eu tentava beijá-la de verdade. Dessa vez, quem me agarrou foi ela e ficamos juntas até a hora que quis ir embora. No meio, declarações de “desde quando me beijou pela primeira vez” (HÁ TRÊS ANOS!!!!), “sei muito bem o que quero agora” e blábláblá….
Meu namorado lindo testemunhou quieto quase tudo (é quieto mesmo, sem querer entrar no meio, sem mencionar que sentiu qualquer tesão na cena, embora provavelmente tenha sentido), até nos deixar na casa dela… Desde então não pensei em outra coisa.
Por força do pensamento, do destino, do acaso ou de sei-lá-que-porra, a encontrei ontem, dois dias depois, num lugar completamente inesperado… a VACA agiu como se nada tivesse acontecido e fugiu feito bicho arisco (puta, QUE merda!!!). E eu fiquei com o coração apertado e umas lágrimas querendo saltar dos olhos. Mandei um sms com ares de despretensão depois de nos despedirmos, respondeu com um tiro que estraçalhou de vez tudo dentro de mim.
Eu nunca mais deveria deixar essas minhas amigas mal-resolvidas ficarem me beijando na boca… Não sou laboratório, não venham com essa historinha de experimentar pro meu lado. Que caralho! Quer relação mais utilitarista que esta?
Não tem conversa com calma coisa nenhuma. A única conversa possível é papo reto: não tem mais beijo! Por mais que seja uma delícia me enroscar nos seus cabelos, que sua pele tenha uma textura macia inexplicável e seus beijos sejam dos melhores que já provei! (rá, quem acredita em Papai Noel?)
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

P.S. Desculpem o palavreado chulo, mas é um desabafo sincero de quem acabou de levar um fora… por sms!!!

Final de semana, última balada do ano e possivelmente dos próximos dois meses, se pretendo mesmo levar a cabo a meta “passe num concurso público decente e mande sua chefe insuportável pros infernos” (porque se fuder ou tomar no cu é bom demais pra ela).
O lugar era hetero, cada vez gosto menos desses lugares. Além de não dar nem pra paquerar mulher sem ser levada a mal, parece que os homens voltam às cavernas, tentando nos “conquistar” com puxões de cabelo, na melhor das hipóteses. Desta vez inclusive, levei uma daquelas encoxadas deslavadas, um cara com um pinto minúsculo, pelo ínfimo volume que pude perceber na minha bunda, deu tanto dó que nem procurei encrenca.
Pensei que estava arrasando no modelito tomara que caia hipercolorido. Nada! Além da encoxada ninguém chegou. Para não mergulhar numa crise de autoestima, prefiro acreditar que era por conta da roda mista: dois casais, mais um cara e eu (que nem de longe sugeríamos ser o terceiro casal).
Tinha lá uma loira, dançando toda ‘sécsi’… o mais belo par de coxas que vi nos últimos três anos, deliciosamente exibidos por uma mini-saia colada. Olhou pra mim, sorriu, disse qualquer coisa que não entendi, sorriu de novo, foi pro banheiro. Me dei bem! – pensei. Dei um tempinho e fui atrás disposta e animada a pegar a loirinha coxuda. Cheguei quando estava saindo da cabine. Me olhou de novo, é agora! Cheguei perto, pegou na minha cintura, era só beijar. Veio falar algo no meu ouvido: perguntou se meu amigo estava sozinho…

reconsiderações sobre as recaídas

Retiro o que disse sobre ser favorável às recaídas. Quando escrevi aquilo estava no calor da hora, quando tinha acabado de acontecer, ainda suspirante.
Na vida real, cotidiana, não dá pra ser tão inconsequente com nossos sentimentos. A gente tá bem, parece recuperada e eis que o ser humano mais canalha da nossa vida, aquele que fez nos perder (ou quase) toda a dignidade do nosso ser, aquele que, por acaso e desgraçadamente, é o/a mais gostoso/a da parada, resolve reaparecer. Se achega (mesmo que virtual ou telefonicamente), fala um tanto de abobrinha, diz que ainda nos ama (porque canalha mesmo sempre diz que ainda ama)… Nós, obviamente, como mulheres minimamente escoladas que somos, não acreditamos nas baboseiras, mas a piriquita coça e em meia hora estamos lá, todas dadas. Às vezes fazemos até um charminho, mas damos. Às vezes esculhachamos o indivíduo dos pés à cabeça, mas damos!
Damos a noite/manhã/tarde/(e as mais sortudas) dia todo, sentimos a plenitude tomando conta, vamos às nuvens… e pluft: no dia seguinte, não tem mais o/a ex do lado, não tem banho junto, beijinho de boa noite, dormir de conchinha, (verdade seja dita, também não tem a toalha em cima da cama, cabelo no ralo, resto de barba no lavatório, demora infinita no banheiro, louça suja e ressecada sobre a pia) e caímos na real. Percebemos que aquele sexo divino e a intimidade maravilhosa duraram tanto quando os sonhos eróticos que  tivemos desde quando terminou a relação: no máximo uma noite.
Na noite seguinte, pode ser que a gente sonhe de novo, mas provavelmente não vai sonhar e, se sonhar, acaba no amanhecer outra vez. O dia continuará igual ao anterior, antes de acontecer tudo.
Infelizmente, sonho a gente percebe que foi só sonho e esquece dali a pouco, no máximo uns dias depois. Recaídas ficam lá latejando, fazendo a gente sofrer de novo.
Ou seja, a menos que estejamos completamente seguras de que o único desejo em relação ao/à ressurgido/a das cinzas  é sexual, ou não nos importemos de nos sentir um lixo e sofrer depois, recaídas são altamente desaconselháveis.

conversa meramente hipotética #1

(encontro casual)
– oi
– quanto tempo, sumida.
– sumi nada, continuo no mesmo lugar, você não procurou bem.
– nunca mais me ligou.
– meus telefones não mudaram.
(saída, jantar, tentativa de beijo, DR)
– me namorar? agora? sinto muito.
– ah, por que não?
– a fila já andou, vai ter que voltar para o final e tentar de novo.
– mas não mereço uma ala vip no seu coração?
– HAHAHAHAHAHA. não, sinto muito. mas posso ser caridosa e te dar uma senha, assim, poderá esperar sentado.